sexta-feira, 28 de julho de 2017

QUE CURSO ESCOLHER? | #5 ENGENHARIA BIOMÉDICA

Mais uma engenharia, siim!! Agora é a vez de uma das minhas colegas de casa e bestie friend Sofia de vos dar a conhecer o universo da Engenharia Biomédica.


O que é que te levou a escolher este curso?
A escolha deste curso não foi nada fácil. Inicialmente achava que não estava “talhada” para seguir um curso relacionado com ciências, muito menos com engenharia. No entanto, à medida que fui ultrapassando as dificuldades do secundário, apercebi-me que afinal estava no caminho certo e comecei a interessar-me pelas engenharias.
O meu pensamento ao candidatar-me foi “quero uma engenharia que envolva biologia”. Pesquisei sobre várias engenharias e encontrei Engenharia Biológica mas à medida que fui falando com vários conhecidos meus sobre esta engenharia, fui-me apercebendo que não seria o curso ideal e, portanto, “virei-me” para Engenharia Química que era a engenharia mais parecida com Engenharia Biológica. Acabei por preencher 5 opções da minha candidatura com Engenharia Química em várias faculdades e politécnicos. Mas faltava-me uma opção e, graças à ajuda da minha mãe que se fartou de pesquisar possíveis cursos que me agradassem, encontrei Engenharia Biomédica que, verdade seja dita, acabava por ser exatamente o que eu queria.
A que seria a 6 opção acabou por se tornar na 1 primeira e milagre dos milagres acabei mesmo por entrar e não podia estar mais feliz.


Descreve o curso e a sua essência num parágrafo. Quais são as áreas que mais aborda?
Engenharia Biomédica acaba por ser uma mistura de várias cadeiras de muitas outras engenharias, focando principalmente em adaptar os conhecimentos da engenharia tradicional a problemas médicos. É um curso muito versátil que aborda desde a eletrónica, à programação e à própria biologia.


Quais foram as principais dificuldades que enfrentaste até agora, a nível académico?
Logo desde início apercebi-me que o ritmo nada tem a ver com o do secundário. A matéria é dada a uma velocidade estonteante e é muito fácil perder o fio à meada.
Depois são abordados muitos temas que pouco ou nada foram falados durante o secundário, portanto no início senti-me um pouco perdida. Claro que acabam por ser problemas que, com o tempo e a experiência, acabam por ser solucionados.


O que achas dos métodos de avaliação/rácio teoria-prática do curso?
Na minha opinião, todas as cadeiras deveriam ser avaliadas progressivamente ao longo do semestre, através de frequências. O facto de termos de fazer grande parte das cadeiras por exame prejudica-nos pelo facto de haver uma grande acumulação de matéria.

Na tua opinião, qual o perfil que alguém deve ter para ser bem sucedido neste curso?
Penso que o que importa quando se entra num curso de engenharia, qualquer que seja a engenharia, é ser interessado, saber aceitar desafios e ter curiosidade por várias áreas, ou pelo menos estar motivado para ganhar interesse pelas áreas que à partida são mais “aborrecidas”.


Estás arrependida de teres escolhido este curso?
Nem um pouco, antes pelo contrário. Sinto-me bem neste curso e sinto que não poderia ter feito melhor escolha. É um curso com o qual me identifico bastante e que me dá vontade e motivação para querer aprender e alcançar cada vez mais e mais.


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