segunda-feira, 17 de agosto de 2015

FÉRIAS EM CABO VERDE | A minha experiência


Long time, no see. Tenho estado muito ausente da blogosfera e as razões são variadas mas não demasiado importantes para estar a expô-las agora. 
Fui uma semana, em contexto de férias de família, para a Ilha do Sal, uma das maravilhosas ilhas turísticas de Cabo Verde e achei que estava na obrigação de partilhar a minha experiência convosco.

Antes de tomarmos uma decisão final quanto ao destino das nossas férias, os meus pais incumbiram me a tarefa de procurar na net aquilo que Cabo Verde tinha de melhor para oferecer. O primeiro resultado foi um post já relativamente antigo do blog "A Pipoca mais doce", onde a Ana dizia que era um destino paradisíaco perfeito para relaxar mas quem ia lá uma vez ficava com tudo visto. 
Cabo Verde é para aquelas pessoas que querem fazer praia 24/7 e aproveitar as comodidades do hotel. 
Como íamos passar grande parte do nosso tempo dentro do hotel, optamos por um com uma qualidade superior à que estamos acostumados. A decoração era muito moderna, a comida deliciosa e os espaços exteriores muito variados e convidativos. Outro aspeto que me agradou bastante foi a equipa de animação; como já referi anteriormente, raras foram as  vezes que saímos do hotel, tirando ir para a praia, por isso foi a equipa de animação que nos "salvou" as noites. Organizavam espectáculos, danças, bailes, música ao vivo e durante o dia tinham as típicas atividades desportivas: volley, dança, aerobica... (para quem estiver interessado, estive no Hotel Oásis Atlântico).
Para chegar à praia bastava atravessar a estrada. Nunca vi uma água tão azul e quente como aquela. Podia estar uma hora no mar que não sentia frio (considerem o facto de eu ser extremamente friorenta e sair da piscina 5min depois de ter entrado). A areia era fina e as águas eram relativamente calmas. Para ser honesta, o mar foi aquilo que mais apreciei no tempo que estive lá. Além das típicas atividades de praia: ler livros, ouvir música, jogar volley, torrar ao sol, também costumávamos dar um passeio até ao pontão para ver os locais a trazerem o peixe para terra. 
Por falar em locais....O povo cabo verdiano é muito caloroso e afável. São divertidos e muitas vezes metem conversa com os turistas pelo simples prazer de comunicar. "Morabeza" - é uma palavra em criolo que não tem tradução mas que pode ser entendida como a arte de bem receber. São um povo que vive exclusivamente da pesca e do turismo e, por isso, têm de tirar o maior proveito destas duas atividades se querem ter hipóteses de sobreviver. 
O único dia que sai do hotel foi para fazer uma visita guiada pela ilha: a primeira paragem foi o mercado local onde tivemos uma pequena ideia do dia a dia da população, depois fomos ver o olho azul (uma gruta em que quando incide o sol adquire um tom de azul radioso), seguimos para uma parte deserta onde observámos a miragem (zonas onde parecia haver água, mas na verdade era apenas uma ilusão provocada pelo calor), passámos por uma zona piscatória para observar de perto a pesca manual, visitámos salinas onde tivemos a oportunidade de tomar banho e verificar que não íamos ao fundo e a viagem terminou na rua principal da ilha, onde todas as necessidades básicas (banco, farmácia, supermercado..) se concentravam. Um dia com um guia turístico bastou para ficar a conhecer os pontos fundamentais do Sal. É uma ilha pobre, como se prevê, muito jovem (as crianças lá eram lindas), e com pouquíssimos recursos naturais. 
Mas a minha opinião prevalece e Cabo Verde é um otimo destino para passar umas férias relaxadas, afastado de multidões e confusões, onde vais ser recebido e tratado da maneira mais hospitaleira possível e onde vais, e é aqui que discordo da Ana, certamente querer voltar. 














© Uma colher de arroz
Maira Gall