sábado, 11 de julho de 2015

NOS Alive day 9 - MUSE, Alt j, James Bay

Como prometido, venho partilhar com vocês a minha experiência no NOS Alive deste ano (que foi brutal caso alguém queira saber).

Saí da minha cidade às 7h da manhã e seguiu-se uma viagem de carro de 5h até à capital (a viagem até que passou rápido, porque estive metade do tempo a dormir). Depois fomos almoçar ao Colombo e seguimos para o passeio Marítimo de Algés. Como tinhamos comprado o bilhete na Fnac, tivemos de entrar pela sua porta e estivemos cerca de 20 minutos na fila. A primeira coisa que nos fizeram quando entramos no festival foi revistar as nossas roupas e mochilas e tirar as tampas às garrafas de água (só para que não pudessem ser reutilizadas e para nos obrigar a comprar lá mais, otários...). Depois deram nos um chapéu e um panfleto com as  atuações, o mapa do recinto, informações....e seguimos para o palco principal (o palco NOS). Chegámos lá por volta das 3h da tarde e sentámo-nos logo. Tínhamos intenções de passar o resto do dia todo ali porque os MUSE iam atuar e queríamos ficar o mais perto do palco possível. Escusado será dizer que desde as 3h da tarde até à meia noite (hora em que os MUSE atuaram) se passou muita fome, sede e cansaço. Primeiro era o sol que estava super quente, nem sentado no chão se estava confortável. Depois o sol foi-se embora e veio a sombra (graças a Deus), mas a fome começava a apertar. Ainda conseguimos que uma amiga nossa nos fosse buscar umas pizzas e a única coisa que comi nessas 8h foi exactamente uma fatia de pizza meia dobrada. A sede também era outro problema, mas eu recusei-me a beber água porque o meu maior pesadelo era ter de ir à casa de banho e depois perder o lugar (felizmente isso não aconteceu). É que o nosso lugar não era um qualquer, estávamos a 3 metros das barreiras do palco...
Os primeiros a atuar foram os "The Wombats". Quase ninguém os conhecia mas foram muito bons e vou ouvir as músicas deles com mais atenção quando tiver tempo. Depois veio o James Bay e apesar de só conhecer duas musicas dele, adorei a coneção que estabeleceu com o público, já para não dizer que ele  é  adorável. Next: Ben Harper. Esaa foi a atuação que menos gostei. As músicas eram giras sim senhor, e o sujeito tocava que se fartava, mas não falava com o publico e nesse momento a minha mente desligou um bocado. 
Ouve um intervalo de mais ou menos 45 minutos até que os Alt J tocássem. Isto foi um pesadelo, not gonna lie. Apesar de tudo, eram as dores nas pernas (e as pessoas que teimavam em se sentar e se encostar às minhas pernas) que me atormentavam. Mas lá consegui aguentar e os meus bebés subiram ao palco. Foram brutais e não podia ter pedido melhor (morri quando tocaram Matilda). Depois dos Alt J só mesmo os MUSE para acabar a noite em beleza. Toda a gente diz o mesmo but they killed it. É muito diferente ver uma banda ao vivo e mesmo quem não gosta muito deles adorou o concerto. Estava toda a gente a cantar e a saltar e o ambiente era espectacular. Não podia ter sido melhor.
O que custou mais foi sair. Mal acabou o concerto fomos a correr até a um bar e emborcamos duas garrafas de agua bem fresca (nunca a água tinha sabido tão bem), fomos à casa de banho e estivemos quase 1h para conseguir chegar ao carro. Mais uma vez, 5h de viagem e mal cheguei a casa dormi mais 12h. Estava estouradinha e completamente de rastos mas valeu completamente a pena e não me arrependo de nada. Foi uma experiência espetacular e agora já posso prever certas coisas que me apanharam desprevenida para futuros festivais.







© Uma colher de arroz
Maira Gall