sexta-feira, 22 de maio de 2015

Ser rejeitada?

Ser rejeitada...é provavelmente um dos meus maiores medos, mesmo que não goste nada de admitir.
Chegamos a um ponto onde aparências são tudo, amizades fazem-se e desfazem-se num tweet, relações começam e acabam pelo face, toda a gente fala de toda a gente, os nossos amigos têm cada vez mais experiências na whole "dating thing", as noticias correm mais depressa que o vento e a nossa vida está cada vez mais exposta a olhares curioso (e muitas vezes julgadores) que passam "inocentemente" um olhar "casual" pela nossa conta do instagram.
Ora ser rejeitada, nos dias de hoje, tornou-se algo mais do que "levar uma simples tampa". Agora, quando és honesta e dizes a alguém que gostas dela, e essa pessoa não retribui, corres sérios riscos de levares com indiretas no twitter de amigas invejosas, olhares estranhos nos corredores, bocas desagradáveis (mesmo que por vezes inocentes) nas tuas fotos. A verdade é que, as noticias espalham-se rápido e as redes sociais são a arena perfeita para iniciar uma batalha de "quem tem mais amigos/quem conseguiu ficar com o gajo bom/vejam como eu e o meu namorado estamos tão felizes nesta foto". Tudo uma questão de competição por relações.

E por muito mau que seja eu admitir que a opinião dos outros (principalmente amigos e pessoas que admiro) importa, a realidade é que importa um bocadinho e muitas vezes prefiro deixar-me estar onde estou, segura, confortável, quieta. Também acho que a minha personalidade ajuda: não gosto de sentir que estou a dar mais daquilo que recebo e que me estou a esforçar para alguém que não merece. A minha técnica para não ser rejeitada é simples: não tentar agradar a alguém simplesmente por gosto deles, ou porque quero ser amiga deles. Simplesmente deixar-me ir e ver onde o rumo me leva. Acho que é uma boa posição a tomar nestes dias, simplesmente deixar de me importar a quem agrado e a quem não agrado e deixar que as coisas venham ter comigo.


© Uma colher de arroz
Maira Gall