sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Vencer a timidez e as inseguranças

Há uns dias fui convidada para a piscina de um amigo meu onde estariam vários colegas de turma. Este convite, embora inocente e descomplicado para muitos, foi um pesadelo para mim. O meu grande problema era ter de usar um bikini (nãhh aserio?! bikini na piscina, que surpresa). Se pensarem bem, a piscina e a praia são locais onde estamos super expostos e nem sempre nos sentimos bem. Geralmente não me preocupo porque: ou não conheço as pessoas ou então já tenho imensa confiança com elas. Mas desta vez não. Apesar de serem meus amigos à sempre aquela coisa de nunca estarmos confortáveis a 100% com eles por perto. Todas as perguntas e possíveis situações desastrosas vieram à minha cabeça: será que tenho a depilação bem feita? De certeza que vou fazer figuras tristes na água. Vou ter vergonha de tirar a roupa! Vai ser horrível. Não me vou divertir...E se me vem o período enquanto estou de bikini??!? Vão haver imensos rapazes a olhar para mim, intimidante....Bem, digamos que dei imensas voltas à minha cabeça e até pus a hipótese de não ir...Mas depois fez-se luz: vou mesmo privar a minha felicidade porque causa das minhas estúpidas inseguranças? NÃO, NÃO VOU. Eu vou e vou divertir-me ao máximo. E foi o que fiz: no inicio claro que estava um bocado de pé atrás, mas depois da primeira "molhadela" tudo correu sobre rodas e quase que me esqueci de todos aqueles "dilemas". Teria ficado incrivelmente arrependida se não tivesse ido e isto traz-me ao tema de hoje: Vencer a timidez e as inseguranças.


Toda a gente, sem excepção, tem "vergonha" de algum aspecto corporal, muitas vezes devido aos padrões generalizados impostos pela nossa sociedade, e em parte isso impede-os de fazerem certas coisas. Se tiver vergonha das minhas mãos provavelmente vou evitar ao máximo contacto físico com outra pessoa e esta, por seu lado, vai pensar que provavelmente não gosto dela e que estou a afastá-la. Se tiver vergonha do meu peso não me vou sentar no colo de ninguém na brincadeira, nem deixar que peguem em mim ou sequer que me toquem e posso parecer séria e restrita. Se tiver vergonha da minha personalidade não vou deixar os outros aproximarem-se e vou-me sentir sozinha e desamparada. Mas porquê, cabecinhas estúpidas? Porque que é que fazemos isto a nós próprios? Nós devíamos aproveitar ao máximo todas as situações que a vida nos proporciona e não restringirmos as nossas ações em função daquilo que "temos vergonha". Quando olham para trás, a perda desses pequenos momentos vai contar demasiado para a causa ridícula que teve. Gosto de pensar que, felizmente, se quisesse podia fazer tudo aquilo que não faço pelo preconceito, porque seria muito mais triste e frustrante querer fazer uma certa coisa e simplesmente não conseguir... 
A timidez é outro "demónio" com o qual luto constantemente. Quantas vezes perdi a oportunidade de meter conversa com alguém porque tinha demasiado medo da sua reação. Ou disse não a um certo convite porque iam estar demasiadas pessoas desconhecidas e não queria ter o trabalho (que é/era muito) de estar a conhece-las e falar com elas pela primeira vez. São situações como estas que me põem nervosa, mas posso orgulhosamente dizer que melhorei imenso, principalmente este ano, e que agora estou muito mais solta e descontraída e sabem que mais? Estou a adorar esta minha nova faceta. Vejo a vida com outros olhos e vivi experiências incríveis que a "antiga eu" nunca teria vivido porque tinha "demasiado medo". É muito mais simples ser assim e só tenho pena de só ter descoberto isto agora.

                                             

The point is: não deixem que os vossos medos dominem as vossas vidas. Saiam da vossa zona de conforto, falem com mais pessoas, sejam mais espontâneas, digam piadas e riam dos vossos erros, sejam mais felizes e não pensem tanto nas coisas porque eu acredito que o nosso grande problema (adolescentes) é que pensamos demasiado nas coisas e acabamos por criar problemas onde eles não existem. Deixem as inseguranças de parte porque ninguém é perfeito e vivam a vida em pleno, sem constrangimentos nem restrições


Sei que este post foi um bocadinho sério e looongo, mas este tema é algo que está sempre a pairar na minha cabeça e queria mesmo partilhar a minha opinião com o "mundo". Espero que tenham gostado.
© Uma colher de arroz
Maira Gall