terça-feira, 1 de julho de 2014

A culpa é das Estrelas - um pedaço de genialidade?

Provavelmente o livro mais falado de 2014 e um dos mais esperados filmes. "A culpa é das estrelas" de Jonh Green conquistou o mundo inteiro e, quem seria eu se não desse uma oportunidade ao livro e o lesse, quanto mais não fosse para ter uma opinião formada à cerca da obra.
A primeira vez que ouvi falar sobre ele foi numa apresentação oral de português. Foi descrito como um livro espectacularmente triste e viciante, que contava a história de uma adolescente, Hazel, que tinha sido diagnosticada com cancro no pulmão aos 13 anos e como encontrara o amor da vida dela quando nada parecia rumar a seu favor. Esta sinopse era de facto apelativa mas eu tento afastar-me de toda a literatura que envolva a palavra cancro, tumor ou hospital (muito egoísta da minha parte por querer fechar os olhos a um problema tão atual e tão real como este e viver na ignorância para "não me sentir mal comigo própria" nem começar a culpar tudo e todos pelas "falhas" no sistema humano). Depois de um debate interno sobre se ler ou não a obra decidi que era benéfico se realmente a lesse, até porque em breve estrearia o filme nos cinemas e seria uma boa maneira de comparar livro/filme. O que tenho a dizer: um dos melhores livros que li até hoje.
Os problemas que o livro retrata são nos contados pelo narrador (Hazel) de uma maneira humorística o que torna mais fácil e menos deprimente à leitura (se isso for minimamente possível). Faz-nos questionar a nossa existência e a maneira como encaramos as coisas. Fala de amor verdadeiro, lutas internas, problemas sem solução, perdas, conquistas, derrotas, sacrifícios, medos, surpresas, viagens...O fim é triste o que me agrada: distingue-se de muitos livros destinados aos jovens onde a historia termina com todas as personagens felizes e realizadas; mostra-nos que a vida nem sempre é como queremos mas que somos nós que escolhemos o modo como a vivemos.  Numa palavra: brilhante. Se querem saber mais, vão ter mesmo de ler o livro porque só assim compreenderão a genialidade da narrativa.

O filme esteve à altura das (enormes) expectativas. Obviamente que o livro é melhor (e isso acho que é um facto incontornável que nunca poderá ser mudado), mas o filme representa bem a história, o carácter e o sofrimento de cada personagem. Acho que a escolha dos atores, Shailene Woodley e Ansel Elgort , foi perfeita já que eles desenrolam o seu papel na perfeição e têm uma química contagiante dentro e fora do ecrã.
Sem mais nada a acrescentar, obrigada Jonh Green por este "pequeno infinito" que nos deste a conhecer.
© Uma colher de arroz
Maira Gall